sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Conversar

Não quero respostas, quero conversa. Quero sentir que sabem conversar, e construir uma conversa bem estruturada, com principio, meio e fim, argumentar, expor, não apenas porque sim, porque não (...)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Todas as tuas recordações quebram o batimento normal da merda deste coração, o querer voltar a algo inatingível é uma dor parecida ao sentimento de perda, como se ficasse sem braços nem pernas, mas te visse partir, te sentisse, mas sem conseguir ir atrás de ti - num mundo totalmente à parte, onde existe apenas eu, e tu, e tu, e todas as memórias a bloquearem-me os movimentos, os pensamentos. Levaste a esperança que criaste em mim, levaste os sonhos que os dois tinhamos criado, pediste para te amar para sempre quando não me querias amar para sempre.

Secalhar é o que sinto a falar mais alto que a razão, ninguém é de ninguém, tens o direito de deixar de gostar de mim, mas não consigo entender tudo, pois era tudo tão intenso, tão nosso, o que eu sentia era para sempre. Para onde foi tudo? é aí que quero ir, para recordar, para sentir, tocar, mas não consigo, vejo-te e sinto-te em fragmentos de músicas, cheiros, momentos, gritos, palavras, pessoas, chegas sem avisar porque vejo-te em todo o lado, não tenho para onde fugir de ti.
Chegaste numa altura em que já não tinha esperança, em que já não acreditava em nada, incluindo em ti, não acreditava em ti mas foste tão eficaz que conseguiste mudar isso tudo. Acreditei em todas as promessas, em todas as palavras por ti ditas, que pensei que fossem sinceras visto chorares ao dize-las. Conseguiste atingir-me de uma forma que nunca ninguém tinha conseguido, não tinhas sido a única que tinha amado, mas foste a única que começava a amar com uma intensidade inexplicável; parte de mim é o que eras, dizias-me coisas com tanta exatidão que parecia que estavas dentro de mim, a pensar por mim, a sentir por mim, não precisava de dizer, porque sabias exactamente como me sentia perante cada situação.

Foste a única em toda a minha vida, a quem dei tudo - o que podia, e o que não podia -, não olhei a barreiras, para mim todas as dificuldades que se colocavam no meu caminho, era algo a passar por cima, para um fim, ter o teu amor. Lutei por ti como eu nunca pensei lutar por ninguém.

Foi como se aparecesses na minha vida no momento certo para te apoderares dela e me tornares em alguém que não era, ou será que descubri a parte em mim que faz tudo por amor? que fez tudo por ti? Valeu a pena? Em parte.

Aprendi a amar os teus defeitos, as tuas qualidades, quando se ama até os defeitos, tudo se torna mais pesado, mais dificil de esquecer, de encontrar uma saída.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Paraliso na atmosfera criada por nós, encubro o que sinto por ti guardado no conjugar de todas as tuas memórias, permaneço estável na minha instablidade destrutiva, lembro-me de ti como senão me tivesses destruído a vida que estaria a tentar criar, lembro-me de ti como se me amasses para sempre, desvio a solidão que provocaste em mim e habito por momentos tudo o que de bom existiu entre nós. Percebo que acabou, percebo mas não consigo sentir que percebi.

Por momentos sinto que estou a continuar tudo o que planeamos, deste sentido à minha vida e no momento seguinte decidiste acabar com ele.

Pareces a morte, não consigo seguir em frente sem fazer o luto de tudo o que foste. Acedeste à parte do que sou, onde nunca ninguém tinha conseguido entrar, amaste-a e posteriormente tornaste-a tua de modo a que agora não a consiga recuperar; partiaste-a como se parte um espelho, caí em pedacinhos minusculos impossíveis de consertar. Será o ódio isto? estará o amor, tão perto do ódio como se por aí diz?